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Festival Regenera reúne na PUC-Rio iniciativas para transformar economias, territórios e futuros

Evento acontece nos dias 21 e 22 de outubro, com debates sobre negócios de impacto, financiamento, inovação, cultura e desenvolvimento territorial Como transformar soluções socioambientais em mudanças estruturais? O que impede que recursos financeiros cheguem aos empreendedores e comunidades? E qual o papel da cultura, da memória e do conhecimento na construção de novos modelos de desenvolvimento? Essas são algumas das questões que estarão em debate no Festival Regenera, que acontece nos dias 21 e 22 de outubro, na PUC-Rio, na Gávea. Com o conceito “Regenerar para Prosperar”, o evento reúne pesquisadores, empreendedores, investidores, artistas, organizações socioambientais, empresas e lideranças comunitárias para discutir caminhos de transformação econômica, social, cultural e ambiental. A proposta parte de uma perspectiva que vai além da redução dos impactos negativos das atividades humanas. A regeneração pressupõe repensar as relações entre sociedade, economia e natureza, buscando criar condições para recuperar ecossistemas, fortalecer comunidades e construir formas mais sustentáveis de produzir, consumir e viver. A programação inclui painéis, oficinas, laboratórios, experiências culturais, desafios empreendedores e espaços de conexão entre iniciativas. As atividades estão organizadas em sete trilhas temáticas que abrangem economias regenerativas, territórios e cidades em transição, negócios e inovação, educação para futuros, cultura regenerativa e relações humanas. Negócios de impacto: os desafios do financiamento e da escala Entre os assuntos centrais do festival estão dois desafios recorrentes no ecossistema de impacto: ampliar a escala de soluções socioambientais e garantir que o financiamento chegue aos territórios. O painel “Do piloto ao sistema: por que boas soluções não ganham escala?” reúne Alice Lopes, gestora do BNDES Garagem; Eduardo Nascimento, da Minha Coleta; e Juliano Assunção, professor da PUC-Rio e diretor executivo do Climate Policy Initiative Brasil. O debate abordará obstáculos relacionados ao financiamento, à regulação, à infraestrutura e à articulação entre diferentes atores. Outra discussão, “Do capital disponível ao capital que chega”, terá representantes da Sitawi Finanças do Bem, Yunus Negócios Sociais e outros profissionais do setor. O objetivo é examinar as dificuldades que impedem recursos destinados ao impacto socioambiental de alcançar organizações e empreendedores, especialmente aqueles que atuam diretamente nas comunidades. O empreendedorismo também ganha espaço com o Desafio Regenera, iniciativa de formação e desenvolvimento de soluções de impacto socioambiental. Dez projetos finalistas apresentarão suas propostas durante o festival, aproximando empreendedores de especialistas e potenciais parceiros e investidores. Cultura, memória e território na construção de novos futuros A programação também reconhece que a transformação dos territórios envolve dimensões que ultrapassam os indicadores econômicos e ambientais. Os encontros “Decolonialidade, memória e futuro regenerativo” e “Cultura como mediação de território regenerativo” propõem reflexões sobre patrimônio, identidade, saberes tradicionais e participação das comunidades na construção de suas próprias narrativas. As discussões aproximam experiências brasileiras e internacionais para investigar como a cultura e a preservação da memória podem contribuir para fortalecer vínculos comunitários, enfrentar desigualdades históricas e produzir novas perspectivas de desenvolvimento. Outro debate conecta inteligência artificial, justiça climática e território, abordando tanto os recursos naturais e a infraestrutura necessários ao funcionamento das tecnologias quanto as desigualdades na distribuição de seus benefícios e impactos. PUC-Rio como espaço de articulação e inovação O Festival Regenera também evidencia o papel das universidades na aproximação entre conhecimento científico, empreendedorismo, políticas públicas e sociedade. Por meio de seu Parque de Inovação, a PUC-Rio vem estruturando conexões entre pesquisadores, empresas, organizações sociais e gestores públicos, buscando transformar conhecimento e tecnologia em soluções para desafios concretos. Ao receber o festival, a universidade amplia as oportunidades de diálogo entre diferentes áreas e instituições, favorecendo a construção de parcerias e iniciativas que podem ultrapassar os dois dias de programação. Para o ecossistema fluminense de impacto, encontros dessa natureza representam oportunidades de ampliar redes, compartilhar experiências, identificar desafios comuns e aproximar quem desenvolve soluções de quem pode contribuir para sua implementação. Mais do que discutir novos futuros, o Festival Regenera propõe uma reflexão sobre as condições necessárias para construí-los: colaboração, financiamento, conhecimento, participação social e reconhecimento das potencialidades de cada território. ServiçoEvento: Festival Regenera – Economias, Culturas e FuturosData: 21 e 22 de outubro de 2026Horário: 9h às 18hLocal: PUC-Rio – Gávea, Rio de JaneiroParticipação: GratuitaProgramação: https://www.festivalregenera.com.br

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Inteligência artificial, negócios de impacto e protagonismo feminino em debate na 31ª Semana de Extensão da UFCI/RJ

Mesa-redonda acontece no dia 20 de outubro, dentro da programação do Ciência Delas, e reúne mulheres para discutir inovação, tecnologia e transformação social. Como a inteligência artificial pode contribuir para enfrentar desafios sociais e ambientais? Qual é o papel dos negócios de impacto nesse cenário? E como ampliar a participação das mulheres na construção das soluções que vão transformar o futuro? Essas questões estarão no centro da mesa-redonda “Ciência Delas: inteligência artificial, negócios de impacto e protagonismo feminino”, que acontece na próxima terça-feira, 20 de outubro, das 11h às 12h30, no Auditório 7 da Unidade Maracanã da UFCIRJ, antigo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ). O encontro integra a programação da 31ª Semana de Extensão, realizada de 19 a 23 de outubro, que nesta edição tem como tema “Ciência Delas” e coloca em evidência a participação feminina na produção científica, tecnológica e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Coordenada por Inessa Salomão, a mesa contará com a participação de Priscila Machado Vieira Lima, Carla Osthoff Ferreira de Barros, Luciana Rodriguez, Inessa Laura Salomão e Luciana Costa Souza Tristão. A proposta é aproximar três agendas que ganham cada vez mais relevância: a inteligência artificial como ferramenta de inovação, os negócios de impacto como modelos capazes de conciliar resultados econômicos e transformação socioambiental e o protagonismo feminino como elemento fundamental para ampliar a diversidade de perspectivas na ciência, na tecnologia e no empreendedorismo. Mais do que discutir os avanços tecnológicos, o encontro abre espaço para refletir sobre quem participa de sua construção, quais problemas essas tecnologias se propõem a resolver e como o conhecimento pode ser transformado em soluções que gerem benefícios concretos para a sociedade. Ciência Delas: conhecimento, diversidade e transformação A mesa-redonda faz parte de uma programação mais ampla que, ao longo de cinco dias, reúne estudantes, professores, pesquisadores e a comunidade em atividades acadêmicas, científicas, culturais e esportivas. A 31ª Semana de Extensão contará com comunicações orais, mesas-redondas, oficinas, minicursos, atividades artístico-culturais, além da EXPOTEC/EXPOSUP e do Ciclo Multidisciplinar. Entre os temas abordados estão a participação feminina na educação profissional e tecnológica, a presença das mulheres nos cursos de engenharia, direitos humanos, inclusão, acessibilidade e diversidade. Ao colocar a ciência produzida por mulheres no centro dos debates, a edição de 2026 também reforça a importância de aproximar o conhecimento acadêmico das demandas da sociedade, ampliando conexões entre educação, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. Consulte a programação completa (aqui) da Semana de Extensão e confira as informações sobre inscrições e participação nas atividades. Serviço31ª Semana de Extensão – Ciência DelasData: 19 a 23 de outubro de 2026Local: UFCIRJ – Unidade Maracanã, Rio de JaneiroInscrições: link forms

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10º Seminário de Investimentos e Negócios de Impacto debate potência dos territórios e novos caminhos para o desenvolvimento do Rio

Evento acontece no dia 30 de outubro, no SebraeLAB, e reúne diferentes perspectivas sobre negócios de impacto, economia criativa, investimento, inovação e desenvolvimento territorial. O Rio de Janeiro recebe, no dia 30 de outubro de 2026, das 9h30 às 16h45, no SebraeLAB, a 10ª edição do Seminário de Investimentos e Negócios de Impacto. Com o tema “Soft Power Territorial: quando soluções criativas transformam impacto em desenvolvimento”, o encontro marca dez edições de uma trajetória dedicada ao fortalecimento do ecossistema de impacto fluminense e à conexão entre empreendedorismo, investimento, políticas públicas, conhecimento e soluções voltadas ao desenvolvimento social, ambiental e econômico. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no link aqui.Nesta edição, o Seminário parte de uma ideia central: território também é potência. Cultura, criatividade, conhecimento, memória, tecnologia, inovação, redes, identidades e saberes locais podem ser ativos capazes de gerar valor econômico, inclusão produtiva e impacto socioambiental. A proposta é discutir como essas forças podem ser reconhecidas, articuladas e transformadas em oportunidades, negócios e estratégias de desenvolvimento para o Rio de Janeiro. A programação começa com uma reflexão sobre o cenário nacional dos negócios de impacto e o papel da mobilização social. Na sequência, o debate se volta para o ecossistema de impacto do Rio de Janeiro, abordando articulação, investimento e desenvolvimento territorial e discutindo como políticas públicas, conhecimento, capital e redes podem contribuir para ampliar a capacidade de transformação dos territórios. Outro eixo do encontro será a relação entre criatividade, identidade territorial e geração de valor. O Seminário colocará em discussão como soluções que nascem nos territórios podem ganhar linguagem, mercado, visibilidade e potência de transformação sem perder sua identidade de origem. A conversa aproxima economia criativa, empreendedorismo, cultura e negócios de impacto, reconhecendo os territórios como espaços de produção de conhecimento, inovação e novas economias. As soluções regenerativas também estarão no centro da programação, com debates sobre economia circular, turismo comunitário e tecnologias sociais. A proposta é refletir sobre como iniciativas territoriais podem combinar inovação, sustentabilidade, geração de renda e transformação social, além dos desafios para ampliar seu alcance por meio de investimento, mercado, políticas públicas, tecnologia e articulação. Encerrando o ciclo de debates, o Seminário apresenta a mesa “O Mapa do Soft Power do Rio de Janeiro: economia criativa, ativos territoriais e desenvolvimento”. A discussão pretende identificar onde estão as oportunidades para transformar os ativos criativos, culturais, tecnológicos e territoriais do Rio em negócios de impacto e geração de valor e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro: quais investimentos, políticas públicas, processos de formação, articulações e condições de mercado serão necessários para que os negócios de impacto ganhem escala e integrem uma estratégia de desenvolvimento para o Estado. Ao chegar à sua 10ª edição, o Seminário reafirma a importância da construção de um ecossistema conectado, no qual soluções encontrem investimento, empreendedores encontrem oportunidades e os ativos dos territórios sejam reconhecidos como parte da estratégia de desenvolvimento. Mais do que apresentar experiências, o encontro pretende aproximar atores, provocar novas conexões e fortalecer uma agenda na qual impacto, criatividade e território caminhem juntos. O 10º Seminário de Investimentos e Negócios de Impacto é promovido pelo Movimento Rio de Impacto e pelo Observatório dos Negócios de Impacto, com o apoio do Sebrae RJ e da FAPERJ. SERVIÇO10º Seminário de Investimentos e Negócios de ImpactoTema: Soft Power Territorial: quando soluções criativas transformam impacto em desenvolvimentoData: 30 de outubro de 2026Horário: 9h30 às 16h45Local: SebraeLAB - Av. Marechal Câmara, 171, 7º andar – Rio de Janeiro Inscrições: https://bit.ly/10seminarionis Apoio: Sebrae RJ e FAPERJ

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Sebrae Rio abre 370 vagas para programa de inovação

O Sebrae Rio abriu um novo processo seletivo para o Programa Agente Local de Inovação (ALI), com 370 vagas para profissionais que atuarão em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. As oportunidades são destinadas a Agentes e Orientadores, com bolsas de R$ 5 mil e R$ 6,5 mil, respectivamente.A iniciativa, assessorada pela FAPETEC (Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Cultura), busca profissionais para atuar diretamente com inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de pequenos negócios, instituições de ensino, territórios e produtores rurais.Os Agentes Locais de Inovação acompanham empresas, produtores, instituições e territórios para identificar desafios e oportunidades e apoiar a implementação de melhorias e práticas de inovação por meio das metodologias do programa.Entre as oportunidades estão 24 vagas para Agentes na metodologia Ecossistemas de Inovação, com atuação em regiões como Leste Fluminense, Médio Paraíba, capital e região Serrana. A bolsa tem duração de até 18 meses. É necessário ter graduação completa e experiência mínima de seis meses em atividades relacionadas à inovação.A área de Educação Empreendedora reúne 83 vagas para Agentes, distribuídas por diversas regiões do estado, com duração de até 24 meses. Os candidatos devem ter formação superior em áreas específicas, além de experiência mínima de seis meses em educação formal, gestão pedagógica, tecnologias educacionais ou inovação no campo educacional.Na metodologia Indicação Geográfica, são quatro vagas para Agentes no Leste Fluminense, com atuação em municípios como Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá. O ciclo pode durar até 18 meses e exige graduação em qualquer área e experiência mínima de seis meses em inovação, gestão e/ou governança de coletividades.A metodologia Produtividade concentra o maior número de oportunidades: são 144 vagas para Agentes, com bolsa de até 30 meses e atuação em diversas regiões do estado. A seleção exige graduação em áreas determinadas pelo edital e experiência mínima de seis meses em gestão, operação ou desenvolvimento de negócios.Para o setor Rural, são 91 vagas para Agentes, com atuação em regiões como Baixada Fluminense, Costa Verde, Lagos, Leste Fluminense, Médio Paraíba, Noroeste, Norte e Serrana. O trabalho envolve extensionismo tecnológico e estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento de processos inovadores em empresas rurais. A bolsa pode durar até 24 meses.Também há oportunidades para Orientadores nas diferentes metodologias. Para essas funções, é exigida pós-graduação stricto sensu reconhecida pelo MEC, além de experiência profissional e em orientação técnica e acadêmica, conforme os requisitos específicos de cada área.As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 30 de setembro de 2026, pelo portal da FAPETEC (clique aqui). O portal também disponibiliza o Manual do Candidato e seus anexos, com informações sobre vagas, regiões e requisitos. Cada candidato pode se inscrever para uma única vaga por seleção. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo Fale Conosco da FAPETEC ou pelo e-mail contato@selecaofapetec.org.br.

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Rio de Impacto reúne ecossistema no FITS e aponta caminhos para fortalecer a agenda no estado

Encontro reuniu governo, instituições dinamizadoras, academia e organizações do ecossistema e colocou no centro do debate a construção de políticas permanentes, a trajetória dos negócios e a conexão entre iniciativas que já existem no Rio de Janeiro.Transformar iniciativas dispersas em uma agenda estruturada de Estado, conectar melhor os atores do ecossistema e acompanhar o que acontece com os negócios depois dos programas de formação e aceleração. Esses foram alguns dos principais desafios apontados na reunião do Movimento Rio de Impacto, realizada em 17 de setembro, paralelamente ao Fórum Global de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade (FITS), no Sebrae.O encontro reuniu representantes do poder público, Sebrae, universidades, aceleradoras e organizações dinamizadoras e evidenciou uma percepção comum: o Rio de Janeiro já possui atores, programas, conhecimento e instrumentos relacionados à economia de impacto, mas ainda precisa conectá-los e transformar experiências pontuais em uma política capaz de atravessar governos.Para Geiza Rocha, coordenadora do Movimento Rio de Impacto, o momento é especialmente importante pela estruturação do Comitê Estadual de Negócios de Impacto (CENI) e pela possibilidade de aproximar quem formula políticas de quem atua diretamente com empreendedores e territórios. “É sempre muito importante que o sistema se veja. A possibilidade de a gente ter um canal aberto com o governo do Estado e um olhar mais estruturado é gigantesca.”Do edital à política de EstadoRepresentando a área de diversificação produtiva e sustentabilidade do Governo do Estado, Fabrício Almeida relacionou a economia de impacto a desafios estruturais do Rio de Janeiro, como a concentração produtiva e territorial, e destacou a necessidade de institucionalizar a agenda. “O documento de adesão ao Simpacto já está aprovado e está na mesa do governador para ser assinado.”A discussão foi aprofundada por Inessa Salomão, coordenadora do Observatório de Negócios de Impacto, que chamou atenção para a necessidade de compreender instrumentos como PPA, LDO e LOA para identificar onde as prioridades públicas efetivamente se transformam em recursos.A síntese apareceu em diferentes momentos da reunião: é preciso “sair do varejo” de editais e iniciativas isoladas e construir mecanismos permanentes de fomento, compras públicas e apoio ao setor.O que acontece depois da aceleração?Outro tema recorrente foi a necessidade de acompanhar a trajetória dos negócios apoiados. Juliana, coordenadora de Comunidades do Sebrae, lembrou que a instituição atua com negócios de impacto desde 2013 e lançou uma pergunta central: “Quais são os negócios de impacto que, de fato, no Rio de Janeiro, passaram do vale da morte?”A provocação dialogou com a experiência apresentada por Karen Franchini, fundadora e diretora-executiva da Gambaté, que desenvolveu uma metodologia de avaliação de impacto e trabalha no Fractus, tecnologia destinada a acompanhar a evolução dos participantes mesmo quando passam por diferentes programas.“Não é só formar, só mensurar, mas muitas vezes conectar com uma oportunidade de venda.”A mesma questão aparece no trabalho do BNDES Garagem, apresentado por Abigail Souza, do Quintessa. A comunidade do programa acompanha startups depois da aceleração para identificar se continuam operando, por que algumas encerraram suas atividades e quais necessidades — mercado, investimento ou financiamento — surgiram na etapa seguinte.“Eles estão ainda no mercado? Morreram? Se morreram, qual foi o motivo? Se estão ainda no ecossistema, qual o desafio atual?”O debate levou a outra conclusão: mais importante do que construir um mapa estático de programas, que mudam ao longo do tempo, pode ser organizar uma trilha a partir das necessidades do empreendedor em cada estágio do negócio.Medir impacto sem perder de vista a sustentabilidade do negócioA mensuração de impacto também mobilizou os participantes. Elaine Borin, professora da Faculdade de Engenharia da UERJ, defendeu indicadores que permitam identificar avanços, erros e correções de rota.“A gente precisa, de uma forma muito séria, entender onde errou, o que evoluiu, o que precisa melhorar. E quem vai falar isso para a gente são os indicadores.”Juliana ponderou que o desafio começa antes: muitos empreendimentos sequer conseguem sobreviver tempo suficiente para chegar a uma etapa mais sofisticada de mensuração. Geiza acrescentou que o impacto pretendido e seus indicadores precisam estar presentes desde o desenho do negócio.As experiências apresentadas pela UERJ na Mangueira mostraram ainda o papel que a academia pode desempenhar na geração de conhecimento, no desenvolvimento de soluções e na conexão entre empresas e territórios. “A universidade está formando e também pode estar gerando as informações e criando essas pontes”, destacou Geiza.Um ecossistema com diferentes escalasA diversidade dos negócios também apareceu como desafio para a política pública. Dayse Valença, da Asplande, trouxe a perspectiva de mulheres e pequenos empreendedores, enquanto Inessa destacou que o ecossistema reúne desde nanoempreendedores até deep techs, com necessidades muito distintas.Brenda Eloar, do Iniciativa Jovem, reforçou a importância da conexão com outras organizações para ampliar oportunidades de networking e aproximação dos empreendedores com o mercado.Mapear essa diversidade é justamente uma das atribuições do Observatório de Negócios de Impacto, coordenado por Inessa, com participação de Rafael Barbastefano, professor do Cefet/RJ, responsável pela organização e análise dos dados.“O grande barato do Observatório é ouvir, entender e devolver informação relevante para o ecossistema”, resumiu Inessa.A reunião marcou também a retomada dos encontros presenciais do Movimento Rio de Impacto. Para Geiza, fortalecer a circulação de informações entre os participantes será uma das prioridades dessa nova etapa.“A vida é mais rápida do que a gente consegue capturar. O nosso interesse é justamente fazer essas trocas e dar visibilidade ao que está acontecendo.”Fique de olho: próximas agendas:24/09 — Debate sobre empreendedorismo social e mulheres em situação de violência doméstica, no Dolores Club.Outubro — Abertura de novo ciclo do BNDES Garagem.03/10 — Rio em Afetos Criativo, da Asplande e Sebrae, no CRAB.06/10 — Encerramento do Cariocas de Impacto, na Nave do Engenhão.19 ou 20/10 — Mesa na Semana de Pesquisa e Extensão do Cefet/RJ. Data a confirmar.21 e 22/10 — Festival Regenera, na PUC-Rio.30/10 — 10º Seminário de Negócios de Impacto, próxima agenda formal do Movimento Rio de Impacto, no SebraeLAB.Novembro — Próxima reunião presencial do Comitê Estadual e realização do evento Um Olhar por Cima das Correntes, da Asplande.16 a 19/11 — Enactus World Cup, em São Paulo.Primeira semana de dezembro — Semana de Iniciação Científica da UERJ.

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Economia de impacto ganha escala quando conecta redes, territórios e política pública

Articulação entre atores, fortalecimento dos territórios e incorporação da agenda de impacto às políticas de desenvolvimento estiveram entre os principais pontos do debate realizado no FITS.O Rio de Janeiro já reúne centenas de negócios e organizações ligados à economia de impacto, mas transformar esse potencial em desenvolvimento passa por três movimentos: conectar atores ainda dispersos, fortalecer redes capazes de gerar soluções a partir dos territórios e incorporar sustentabilidade e impacto às políticas de desenvolvimento. Esses foram os principais pontos de convergência do painel realizado nesta quinta-feira (17/09), durante o FITS — Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade, no Sebrae, Rio de Janeiro.Em formato de conversa, o painel reuniu a diretora do Observatório dos Negócios de Impacto Social e Ambiental, Inessa Salomão; a coordenadora de Comunidades do Sebrae Rio, Juliana Oliveira; o agente no PISTA e conselheiro da Anprotec, José Alberto Aranha; e o coordenador de Sustentabilidade e Diversificação Produtiva da SEDES, Fabrício Almeida, com mediação da jornalista Geiza Rocha, coordenadora do movimento Rio de Impacto, que abordaram o avanço do mapeamento do ecossistema para formação de redes, o empreendedorismo nos territórios, a inovação social, e o papel da diversificação econômica e da política pública.Realizado desde 2018, o FITS se consolidou como espaço de discussão sobre sustentabilidade, tecnologia e inovação. Entre 2018 e 2025, foram 17 edições, 209 sessões e 727 palestrantes do Brasil e do exterior, com cerca de 3,8 mil participantes presenciais e 27,2 mil virtuais. Ao longo dessa trajetória, incorporou à agenda temas como transição energética, bioeconomia, economia circular e azul, transformação digital, empreendedorismo e impacto social.Um ecossistema que existe — mas precisa se reconhecer e se conectar Inessa Salomão dimensionou o ecossistema que já existe no estado. O Observatório identificou mais de 540 negócios de impacto e 140 organizações dinamizadoras no Rio de Janeiro — mais de 650 entidades, do nanoempreendedor e do MEI a empresas que já operam em outros estados e até internacionalmente. O desafio é transformar mapeamento em conexão:“Nosso grande desafio é identificar essas redes, como é que fomenta e como conecta a cadeia de valor com a cadeia produtiva, com a política pública.”Juliana Oliveira acrescentou outra dimensão: há empreendedores que já geram impacto social e ambiental, mas não reconhecem aquilo que fazem como um negócio de impacto, situação ainda mais evidente em favelas e periferias. A experiência do Sebrae com programas de aceleração revelou uma distância entre quem tradicionalmente chega a essas iniciativas e os empreendedores dos territórios.“Dentro desses territórios há dinamizadores, sim, e são eles que vão ser a voz para conseguirmos chegar e conhecer esses negócios.”Inessa reforçou que essa falta de reconhecimento não se restringe às periferias: já encontrou, em grandes eventos de inovação, empreendedores com soluções associadas ao impacto que sequer conheciam o conceito. Há ainda uma concentração territorial: mais de 75% das dinamizadoras mapeadas estão no município do Rio, embora muitas atuem em outras regiões. O desafio é, portanto, entender quem ainda não está visível e como conectar as diferentes partes desse ecossistema.Do empreendedor à rede que sustenta o territórioA discussão sobre conexão levou José Alberto Aranha a deslocar o foco do negócio individual para o território. A partir da experiência do PISTA, que atua em favelas, periferias e cidades do interior, ele observa que o principal obstáculo nem sempre é a falta de recursos. “A dificuldade é a interação entre os atores. Os territórios têm um nível de amadurecimento pela capacidade de se organizarem em redes.” Se existem centenas de negócios e dinamizadoras, o valor desse conjunto depende da articulação entre empresas, universidades, governos, organizações sociais, investidores, moradores e coletivos.“Não é apenas o empreendedor que tem um resultado muito bom, mas toda a rede que sustenta esse empreendedor também é beneficiada”, explicou Aranha.Nesse processo, destacou a figura do empreendedor cívico, capaz de articular diferentes atores em torno das necessidades e potencialidades do território.Juliana trouxe novamente a discussão para os negócios: essa rede precisa apoiar desde quem ainda tenta compreender o conceito de impacto até empreendimentos que já validaram seus modelos e buscam novos mercados. E precisa juda-los a conciliar propósito e sustentabilidade financeira. “Empreender um negócio de impacto é ainda mais difícil, porque o seu propósito tem que estar muito claro.”Quando a rede encontra a política públicaSe as redes sustentam empreendedores e territórios, o passo seguinte é criar condições para que essas conexões não dependam apenas de iniciativas pontuais. Nesse sentido, a criação do Comitê Estadual de Negócios de Impacto foi apontada como uma boa notícia para o ecossistema fluminense, ao estabelecer um espaço institucional de articulação, debate e construção de políticas públicas para a agenda de impacto.Fabrício Almeida trouxe para a conversa a necessidade de inserir essa agenda no planejamento econômico do estado, defendendo que sustentabilidade e impacto deixem de ocupar posições periféricas. “A dificuldade é colocar a sustentabilidade não como um apêndice, um anexo, mas como eixo estruturante de política de desenvolvimento.”A reflexão dialogou com a defesa de Aranha de políticas capazes de formar articuladores e fortalecer redes locais. Para ele, o avanço da inovação e da tecnologia social e a aproximação das universidades com os territórios abrem oportunidades para a extensão universitária, a formação de empreendedores cívicos e novas políticas de inovação social.Ao abordar as possibilidades de diversificação econômica, Fabrício citou frentes como economia azul, economia do mar e simbiose industrial, reforçando a importância de incorporar sustentabilidade às estratégias de desenvolvimento, em vez de mantê-la restrita a projetos isolados.Um próximo salto, segundo ele, será conectar a economia de impacto às demais cadeias produtivas.“Que a gente consiga territorialmente atrair também em torno dessas cadeias negócios de desenvolvimento e de impacto. Então teremos, de fato, um planejamento público conectado, amarrado, e não em ilhas.”Impacto precisa chegar à decisão — e ao cotidianoA discussão ampliou-se também para consumidores, empresas e gestores. Inessa lembrou que o Observatório identificou soluções relacionadas a dezenas de desafios urbanos, ambientais e sociais. “O que temos não é só um cardápio, mas é também um cardápio de grandes soluções.”Juliana acrescentou a dimensão do consumo: conhecer, contratar e comprar de negócios de impacto também sustenta economicamente soluções para problemas concretos. Para Inessa, porém, a mudança de escala exige algo mais profundo: impacto social e ambiental precisa entrar nas decisões de gestão. “Que não sejam ondas, que vêm e vão, que fica bonito no relatório, mas que seja alguma coisa perene na tomada de decisão.”Criar pontes e furar bolhasAo costurar as diferentes perspectivas, a jornalista Geiza Rocha chamou atenção para um ponto que atravessou o debate: o Rio de Janeiro não parte do zero. O estado reúne empreendedores, universidades, organizações dinamizadoras, empresas, instituições de ciência e tecnologia e iniciativas públicas. Falta transformar capacidades existentes em articulação.“Não é falta de capacidades, porque temos todas. Se você olhar os índices de inovação e as instituições que temos no nosso território, está tudo aqui. Criar essas pontes é que vai fazer, de fato, algo mudar.”Para Geiza, isso também significa ampliar o alcance de uma agenda que ainda conversa muito com quem já está sensibilizado para o tema. “Precisamos furar bolhas e conectar essa agenda com o que é de fato o real. A vida não espera.”A síntese reflete o percurso do painel: mapear é importante, mas não basta. É preciso conectar negócios, dinamizadores e territórios, aproximá-los das cadeias produtivas e fazer com que impacto e sustentabilidade cheguem ao planejamento público e às decisões econômicas.“O grande chamado da sustentabilidade sempre foi tornar o mundo possível para quem vem logo em seguida. Essa é a nossa responsabilidade neste momento”, concluiu Geiza.Mais do que ampliar o número de negócios de impacto, o debate do FITS apontou para uma mudança de escala: transformar iniciativas já existentes em redes capazes de produzir desenvolvimento, conectando impacto social e ambiental, economia e território.

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